terça-feira, 15 de julho de 2008

Soneto de um amor sem razão de ser

Se o não saber te amar não fosse um sonho louco
O impossível de ser, nunca teria começo e fim.
Se tudo acabou sem começo e se desfez aos poucos
É que o começo de tudo estava apenas em mim

Na vida eu sinto, pressinto e depois me iludo.
É que o não saber amar é de tudo padecer um pouco
Pois o amar sem uma razão de ser é dar cabo de tudo
É ver desmoronar, um destino não traçado, num bramido rouco.

Se de repente e solenemente te amei sem querer
Longe de perceber que o destino, marca e traça os planos.
Pois o sentido de amar sem ser amado é padecer e sofrer

Quanto mais breve e suave seja o tempo de amar
Pra que sem marcas do tempo, o tempo o possa apagar.
Pois o sentido de amar sem ser amado é padecer e sofrer.

Josias Faustino

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